Comissão interioriza investigação
Comissão interioriza investigação Edson MazzettoPadre Roque deixa a Procuradoria em Cascavel: atuação conjunta Paulo Pegoraro De Cascavel e Emerson Dias De Foz do Iguaçu O deputado federal Roque Zimmermann (PT), o Padre Roque, iniciou ontem um trabalho de interiorização da CPI do Narcotráfico no Paraná. Ele passou por Cascavel, Assis Chateaubriand, Medianeira e Foz do Iguaçu. Segundo o deputado, a CPI está apenas começando seu trabalho no Paraná. Agora, estamos desdobrando as identificações no interior. Padre Roque conversou com a procuradora da República em Cascavel, Cristina Polinki, que assumiu a função recentemente. Seu antecessor foi o procurador Celso Três, que investigou e formalizou denúncias contra vários policiais civis e rodoviários federais. Roque salientou que praticamente tudo começou com Três, no Paraná, ao levantar informações assustadoras sobre a lavagem de dinheiro para remessa ao exterior, através de casas de câmbio em Cascavel e Foz do Iguaçu. Em muitos casos, o dinheiro tinha origem não explicada, o que pode significar ser de fonte ilícita. Não foram revelados detalhes da conversa entre Roque e Cristina. A procuradora não deu entrevista. Nós acertamos uma forma de atuação conjunta, resumiu o deputado. O deputado fez críticas ao secretário de Segurança Pública do Paraná, Cândido Martins de Oliveira, que, segundo ele, só tem atrapalhado a CPI, na medida em que não dá nenhuma colaboração. Para ele, a especulação sobre a possibilidade do afastamento do secretário do cargo é um problema que o governador Jaime Lerner tem que resolver. Em Foz do Iguaçu, a presença de Roque foi definida como um visita de cortesia pelo diretor da Polícia Federal Eudes Carneiro. Ambos evitaram falar sobre qualquer nova denúncia que tenham recebido e disseram apenas que as informações sobre irregularidades na fronteira não oferecem uma base sólida para fazer com que a CPI venha à cidade imediatamente. Apesar de representantes do Ministério Público de Foz terem enviado à Justiça Federal oito inquéritos concluídos dos 213 em andamento e denunciarem 18 pessoas donos de casas de câmbio, laranjas e gerentes de banco envolvidas em lavagem de dinheiro e evasão de divisas que totalizaram mais de R$ 8 milhões nos últimos dois anos, o deputado definiu as informações sobre os acontecimentos na cidade como insuficientes para uma ação mais concreta. Segundo Padre Roque, sua visita teve como objetivo principal a troca de informações. Vim saber o que está sendo investigado e o que falta investigar. Depois avaliamos os pontos de contato e tentaremos fazer um trabalho coletivo, disse. Depois de se reunir com o deputado, Eudes Carneiro informou à imprensa que não tinha nada a dizer. Apenas recebemos uma visita de cortesia do deputado. Ele pediu algumas informações e depois conversamos sobre vários assuntos, disse Carneiro, evitando detalhes. Sobre as denúncias do investigador Paulo Roberto de Oliveira, que afirma que diversos delegados do interior do Estado (inclusive Londrina) estariam envolvidos em um grande esquema de envio de dinheiro, o deputado disse que elas ainda são isoladas e necessitam de maior investigação.





