Um dia depois de ter criticado a quantidade de MPs baixadas por Lula, o senador Aloisio Mercadante (PT) afirmou ontem que o número de medidas editadas foi reduzido nos últimos 45 dias. ''O governo já está fazendo esforço para reduzir o número de medidas'', disse. Ele afirmou que anteontem reclamou do fato de seis MPs precisarem ser aprovadas a toque de caixa porque perderiam a validade neste fim de semana. ''Essa é a situação limite que estou chamando a atenção. Esse rito não pode permanecer'', argumentou ele.
Uma das idéias em estudo é que as MPs sejam enviadas para análise das comissões permanentes da Câmara e do Senado. ''O problema é que a medida provisória já chega no Senado trancando a pauta. Pela proposta, elas teriam um prazo nas comissões permanentes, antes de chegar ao plenário'', disse Mercadante. Hoje, uma MP tem validade de 60 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, e é analisada por uma comissão mista formada por deputados e senadores. Mas, na prática, essa comissão nunca é criada e a MP é votada direto no plenário, sem discussão prévia.

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