Agência Estado
De Brasília
Está nas mãos do PMDB o comando da comissão mista de deputados e senadores que examinará a medida provisória (MP) do salário mínimo. Pelo sistema de rodízio dos postos de poder entre as duas maiores bancadas na Câmara e no Senado, a presidência da comissão caberá a um senador e a relatoria a um deputado, ambos peemedebistas. Sorte do Palácio do Planalto, pois o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães, do PFL, não esconde ter pressa em instalar a comissão e insiste em apoiar o mínimo de R$ 180, contra os R$ 151 propostos na MP.
O governo torceu para que esta MP tivesse o mesmo destino das últimas três que trataram do mínimo: o esquecimento. Mas, irritado com as notícias de que ele, seu PFL e as oposições foram derrotados na briga por um reajuste mais generoso, o senador Antônio Carlos reagiu.
‘‘O governo espera uma clara manifestação dos cinco partidos da base - PFL, PSDB, PMDB, PPB e PTB’’, adiantou hoje o líder do governo no Congresso, Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), ao salientar que com todo este apoio ‘‘não há receio de derrota’’.