Comissão evita envolver ACM em quebra de sigilo
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segunda-feira, 09 de abril de 2001
Renata Giraldi Agência EstadoDe Brasília 
O relatório da comissão que investiga a vulnerabilidade do painel eletrônico do Senado não deverá sequer entrar no mérito da discussão se o ex-presidente da Casa Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) violou ou não o sistema podendo, assim, ter acesso aos nomes dos senadores que votaram durante sessão secreta.
A justificativa dos técnicos é de que a comissão estava encarregada apenas de examinar falhas no sistema eletrônico e não participar do debate político e ético. O documento será entregue amanhã pelo presidente da comissão, Dirceu Teixeira de Matos, aos presidentes da Comissão de Ética, Ramez Temet (PMDB-MS), e do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), ao primeiro-secretário, Carlos Wilson (PPS-PE) e ao corregedor-geral da Casa, Romeu Tuma (PFL-SP).
Depois de receber o relatório, Jader deverá pedir a abertura de processo penal responsabilizando uma das empresas que instalou o equipamento. A suspeita maior recai sobre a empresa gaúcha Eliseu Kopp, fornecedora do painel de votações. No relatório, serão apontados os nomes dos funcionários do Senado e também o da empresa.
Para elaborar o relatório, a comissão se baseou no laudo preparado pelos técnicos da Universidade de Campinas (Unicamp), que concluíram que o sistema é vulnerável, mas não conseguiram provas concretas de que foi retirada dos computadores do painel a lista com os votos dos parlamentares, durante sessão secreta que cassou o ex-senador Luiz Estevão Oliveira (PMDB-DF).


