Comissão estende quebra de sigilo de Valério a 1997
A CPI dos Correios votou ontem apenas os requerimentos em torno dos quais havia acordo entre governo e a oposição. Foram adiadas para terça-feira as votações polêmicas, como a convocação do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e a quebra do sigilo bancário de fundos de pensão. A convocação do Dirceu ficou para a próxima semana mesmo depois de Renilda Santiago, mulher de Marcos Valério, dizer em depoimento que Dirceu sabia dos empréstimos.
Entre os requerimentos aprovados ontem está a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de todas as empresas de Marcos Valério e de sua mulher, Renilda Santiago, desde 1997. Os autores são três petistas: senador Sibá Machado (AC) e deputados Jorge Bittar (RJ) e Maurício Rands (PE).
Até o momento as quebras de sigilo estavam limitadas ao período de cinco anos. Ampliada para 1997, as investigações atingirão o período em que o publicitário teria feito transações financeiras com o então candidato à reeleição a governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB). (Folhapress)





