Comissão Especial da Saúde em Londrina realiza primeira reunião
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quarta-feira, 05 de outubro de 2011
Redação FolhaWeb com Alep 
Criada para averiguar e propor soluções aos problemas de gestão da saúde pública no município, a Comissão Especial da Saúde de Londrina, instituída na Assembleia Legislativa, realizou sua primeira reunião hoje (5). Na pauta de discussões, a definição de um calendário de audiências, solicitações de documentos e de depoimentos a serem colhidos proximamente.
De acordo com o deputado Luiz Eduardo Cheida (PMDB), a situação no município está "caótica e a saúde de pernas pro ar". Problemas como falta de médicos nos postos de saúde e de médicos plantonistas, aquisição de frascos de soro e vacinas vencidas e estocadas, denúncias de malversação de recursos públicos, entre outras, são apontadas pelo deputado como problemas enfrentados pela população da cidade.
Cheida lembra que a situação vivida por Londrina já chamou a atenção do Ministério Público que, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), realizou uma investigação que culminou com a prisão de pessoas envolvidas com a má utilização de recursos públicos.
Além disso, a Câmara Municipal de Londrina criou uma comissão para investigar e analisar as denúncias, e as entidades médicas locais tentaram encontrar soluções aos muitos problemas.
Recursos
Relator da Comissão, o deputado Tadeu Veneri (PT) acredita que a preocupação de Cheida é legítima, porque algumas situações chamam muito a atenção. "Queremos verificar a aplicação, pela Prefeitura, dos recursos repassados pelo Governo do Paraná e pelo Ministério da Saúde", destacou Cheida.
Durante o encontro desta quarta-feira os deputados aprovaram a realização de outras quatro reuniões: duas em Curitiba, nos dias 18 de outubro e 22 de novembro, e outras duas em Londrina: dia 10 de novembro (encontro para o qual serão convidados vereadores, profissionais da saúde e membros do Conselho de Saúde) e 9 de dezembro.
Também foram aprovadas visitas ao presidente do Tribunal de Contas do Paraná (TCE), ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público, para que as instituições possam apoiar e auxiliar na análise dos documentos que serão reunidos pelos integrantes da comissão. A comissão especial tem 100 dias para desenvolver seus trabalhos.


