A comissão processante criada para investigar a violação do estatuto da Universidade Estadual de Londrina (UEL) pelo ex-reitor Jackson Proença Testa entregou ontem o relatório final ao reitor em exercício Pedro Gordan. Essa comissão também investigou a ausência de fiscalização das contas da UEL pelo ex-reitor. O presidente da comissão, Olívio Augusto Weber, não quis revelar
se houve comprovação das denúncias. ''Não cabe a nós adiantar o conteúdo do relatório, cabe ao reitor encaminhá-lo ao Conselho Universitário'', afirmou.
As outras comissões não conseguiram concluir o trabalho no prazo inicial e pediram prorrogação por mais 10 dias. São mais oito comissões que investigam possíveis irregularidades em gastos publicitários, superfaturamento em obras, desvio de recursos da Assessoria Estudantil, e outras denúncias.
Weber também preside a comissão de sistematização, que irá centralizar todas as investigações. Segundo ele as demais comissões atrasaram os trabalhos em razão do grande volume de documentos. Gordan também argumentou que não poderia divulgar o resultado.
Gordan acusou a Assuel Sindicato de prejudicar as investigações, com o acampamento montado em frente à reitoria pelos servidores em greve. Segundo ele o barulho feito pelos grevistas atrasou em mais de três horas alguns depoimentos marcados para ontem.
O presidente da Assuel, Itamar Nascimento, alegou que os funcionários são favoráveis ao trabalho das comissões e a decisão de não impedir as investigações foi definida em assembléia.

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