Curitiba - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembléia Legislativa deu parecer favorável ontem ao veto do governador Roberto Requião (PMDB) ao Plano de Cargos e Salários dos professores. O parecer favorável, elaborado pelo deputado Antônio Anibelli (PMDB), dá condições de o veto ir a plenário. Mas não há data para isso acontecer, segundo o presidente da Casa, Hermas Brandão (PSDB).
Requião vetou o artigo 47 do plano, que previa o pagamento retroativo a fevereiro dos aumentos previstos no plano. O governador alegou que o retroativo extrapola os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para gastos com pessoal.
O veto chegou na Assembléia no dia 15 de março, e até agora não foi votado. ''A gente passa como antipático, mas a intenção é dar aos professores os aumentos que eles merecem'', comentou Anibelli, após a reunião da CCJ.
O plano começa a ser pago aos professores no dia 31 deste mês, segundo o presidente da APP-Sindicato, José Lemos, que lamentou a demora da CCJ em analisar o veto. ''Esperávamos que viesse antes'', disse. De acordo com Lemos, no dia 1º de junho, em plena data-base da categoria, será realizada uma audiência pública na Assembléia para discutir o assunto. Lemos adiantou que os professores vão pedir aos deputados que derrubem o veto.

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