Comissão do Senado vota hoje convite a Pimentel
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
<br> Agência Estado <br> 
Brasília - A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado vota, hoje, às 14 horas, requerimento de convite ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, para que ele esclareça as recentes denúncias de tráfico de influência. Autor do requerimento, o líder do PSDB, senador Alvaro Dias (PR), receia, no entanto, que o governo coloque a sua tropa de choque em campo para rejeitar o convite.
''Se isso ocorrer, haverá dois pesos e duas medidas'', criticou o líder tucano, sugerindo que haveria uma proteção do Planalto aos ministros petistas, porque o ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci também foi poupado de ir ao Congresso. ''Ficará muito mal politicamente se houver uma discriminação na base aliada'', concluiu.
Na semana passada, a base aliada conseguiu rejeitar uma convocação para que ele prestasse esclarecimentos à Câmara. No entanto, na última sexta-feira, ao participar de um evento em Buenos Aires, Pimentel afirmou que estava ''tranquilíssimo'' e que se fosse convocado pelo Congresso, ele iria.
Apoio de Dilma
A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse ontem que o ministro Fernando Pimentel tem o apoio da presidente Dilma Rousseff e vem prestando ''todos os esclarecimentos'' solicitados, diante das denúncias publicadas na imprensa.
Pimentel vem sendo alvo de acusações de tráfico de influência nas atividades de consultoria exercidas por sua empresa, a P-21. O caso do ministro tem sido comparado ao de Antonio Palocci, que saiu da Casa Civil após informações sobre sua evolução patrimonial e suas atividades de consultor.
''Olha, temos em primeiro lugar, o apoio da presidenta. Ele acompanhou a presidenta em viagem na Argentina, temos a convicção de que o ministro tem prestado todos os esclarecimentos. É sempre importante e relevante realçar que ele não estava exercendo nenhum cargo público quando exerceu o seu trabalho de economista, prestando consultorias'', disse Ideli, que participou na manhã de ontem da reunião da equipe de coordenação com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. ''A impressão que temos é que as explicações (de Pimentel) têm sido satisfatórias, não havendo necessidade de levar o assunto ao Congresso'', afirmou Ideli.


