A subcomissão encarregada de investigar Jader Barbalho concluiu que já tem como apontar contradições em declarações divulgadas pelo senador paraense. A tática é ouvir Jader o mais rapidamente se possível ainda nesta semana fazer-lhe perguntas a respeito de tudo o que tem abordado em seus discursos e, depois, confrontar as declarações com documentos que o próprio parlamentar tem divulgado.

O coordenador dos trabalhos da subcomissão, Romeu Tuma (PFL-SP), porém, acha que o fato de Jader ter dito a toda a Nação que não deve nada a ninguém e que as acusações são todas falsas, poderia fundamentar o pedido de abertura de processo por quebra de decoro. Segundo Tuma, o trabalho da subcomissão consistirá também no exame detalhado da nota técnica da 5 Câmara de Coordenação e Revisão do MP, que detalhou a rota do dinheiro desviado.

Ontem, o ex-presidente do Banco Central Francisco Gros negou à comissão do Conselho de Ética que o BC tenha dado um ''atestado de honestidade'' a Jader ao concluir em parecer de 1992 que não dispunha de dados para incriminá-lo pelo desvio de recursos do Banpará. ''As prerrogativas da lei não ofereciam à instituição competência para dar atestado de honestidade a quem quer que seja, e não foi dado.''

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