O senador Vilson Kleinubing (PFL-SC), vice-relator da CPI dos Precatórios, disse ontem que a CPI pretende propor à Mesa do Senado a instituição de uma comissão para acompanhar as investigações dos órgãos que vão dar prosseguimento ao trabalho da CPI: Ministério Público, Polícia Federal e Receita Federal. ‘‘A proposta é se reunir uma vez por mês com esse órgãos’’, disse o senador.
Em CPI’s anteriores, não houve um acompanhamento formal do Congresso dos desdobramentos judiciais e fiscais do que foi apurado. Kleinubing disse que o Senado pode instituir uma comissão especial ou determinar que esse acompanhamento seja feito pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) ou pela comissão de fiscalização da Casa. O senador esteve ontem em Curitiba para ouvir os depoimentos dos diretores das empresas Transcorp e Transoceânica.
Nilson dos Santos e Ernest Veer são acusados pela CPI de movimentar R$ 7,65 milhões apurados pela ‘‘cadeia da felicidade’’. Kleinubing afirma que, no dia 25 de outubro do ano passado, entre os dois turnos das eleições municipais, os dois sacaram R$ 1,08 milhão de uma agência do Banco do Brasil em Curitiba e, em um avião fretado, levaram o dinheiro para Santa Catarina. Eles teriam ficado apenas 15 minutos no aeroporto e voltado.
Segundo o senador, no depoimento, eles se recusaram a dizer para quem entregaram a dinheiro. Santos afirmou que nem sequer desceu do avião e viajou apenas para fazer companhia a Veer.
José Carlos Galotti Blauth, primo do ex-secretário da Fazenda de Santa Catarina Paulo Prisco Paraíso, também depôs e, segundo o senador, alegou sigilo para não revelar de quem eram os R$ 450 mil de uma aplicação feita em seu nome e que a CPI afirma ser dinheiro desviado dos precatórios. A reportagem tentou ouvir Santos e Veer. Na Transcorp, informaram às 17h25 que eles não estavam e não poderiam ser localizados. Na casa de Blauth, o telefone não atendeu.

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