Brasília - A terceira reunião da comissão especial do impeachment do Senado começou, ontem, com a troca de acusações entre governistas e oposição. Os primeiros acusaram o relator da comissão, Antonio Anastasia (PSDB-MG), de ser parcial e ter má-fé para conduzir o processo, enquanto os segundos disseram que os governistas querem "sabotar a comissão". A discussão começou quando senadores da base apresentaram oito requerimentos para que a comissão pedisse a órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União ( TCU), e a ministérios, documentos que pudessem, segundo eles, comprovar que a presidente Dilma Rousseff não cometeu os crimes a ela imputados. Anastasia rejeitou todos os pedidos sob o argumento de que esse tipo de diligência teria que acontecer apenas na segunda etapa do processo, após a aceitação da denúncia. Os governistas, então, levaram a questão à votação em plenário, onde também foram derrotados. A comissão se reuniu ontem para ouvir os autores da denúncia contra Dilma, Miguel Reale Jr., e Janaína Paschoal. Hoje serão ouvidos o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará a defesa da presidente e os ministros Nelson Barbosa (Fazenda) e Kátia Abreu (Agricultura).

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