Comissão do impeachment retoma trabalhos em SC
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 1997
Agência Estado Florianópolis 
A Comissão Especial da Assembléia Legislativa que analisa o processo de impeachment do governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) reúne-se hoje para definir o cronograma dos trabalhos. A expectativa de seu presidente, deputado Norberto Stroisch (PFL), é de que 60 dias serão suficientes para que as testemunhas arroladas pela defesa sejam ouvidas e o relator apresente seu relatório.
A comissão, composta por oito deputados, é a mesma que encaminhou a sugestão de impeachment ao plenário, que se decidiu pela abertura do processo em 30 de junho. Abriu-se então um prazo para apresentação da defesa, vencido no início do mês. A reunião de hoje é praticamente um retorno aos trabalhos da Comissão, com a ratificação de uma solução conciliatória proposta pelo presidente para superar o impasse sobre a relatoria: manter o deputado Jaime Mantelli (PDT) como relator e nomear o pepebista Gilson dos Santos para a sub-relatoria. Até agora a Comissão não conseguiu ir adiante.
Ao ser reconvocada após a abertura do processo de impeachment, a oposição passou a fazer restrições a permanência de Mantelli. Ele votou contra seu próprio relatório, absolvendo o vice do processo, e passou a defender o retorno do seu partido ao governo.
Neste retorno aos trabalhos e na falta de consenso para substituir o relator, a Comissão mostra uma nova tendência. Na primeira fase, PPB, PT, PFL, PSDB e PDT, num total de seis votos, deixaram os dois deputados do PMDB isolados na defesa do governo. Agora, além das restrições a Mantelli, a oposição também vê com desconfiança o posicionamento do deputado Jorginho Mello (PSDB), que indicou nomes para ocupar cargos no governo. PTB e PT somam três votos. Para garantir mais um, o presidente, que é do PFL, já tem em seu poder um parecer jurídico garantindo seu voto também ordinariamente e não apenas em casos de empate.


