Curitiba - A Comissão de Ética da Assembléia Legislativa vai investigar as denúncias de compra e venda de apoio de deputados. Na semana passada o governador Roberto Requião (PMDB) afirmou que o deputado Edson Praczyk (PL) pediu R$ 45 mil para votar com o governo. O deputado alega que foi o governo que ofereceu verba. Segundo Praczyk, dois deputados seriam testemunhas da oferta do governo: Mauro Moraes (PL), que nega, e Renato Gaúcho (PDT), que confirma a versão de Praczyk.
''Vamos pegar as notas taquigráficas (registro do que é dito pelos deputados em plenário durante as sessões) de quando Praczyk fez as denúncias e fazer uma reunião interna. Depois vamos ouvir o líder do governo (Dobrandino da Silva - PMDB) e o antigo líder do governo (Natálio Stica - PT). E depois ouviremos as duas partes'', afirmou o presidente da Comissão de Ética, deputado Nelson Garcia (PSDB).
Apesar de Praczyk e Renato Gaúcho alegarem que o governo tentou ''comprá-los'', o deputado Mauro Moraes (PL) nega que o governo tenha oferecido dinheiro (em forma de verba publicitária para rádios) para que ele e os deputados Praczyk, Chico Noroeste (PL) e Rentado Gaúcho votassem com o governo na Assembléia. ''Eu não estive o tempo todo da renião junto com eles. Mas enquanto eu estive não houve oferta de nenhuma das partes'', afirmou Moraes. O deputado alegou que a reunião foi apenas para avisar os deputados que, se quisessem, poderiam indicar rádios para participar da licitação do governo para destinar verbas publicitárias. ''Não foi nada de irregular.''
Praczyk afirmou na última segunda-feira que vai processar Requião por causa das denúncias e que o PL iria fazer o mesmo. Já Moraes garantiu que sai do partido se isso acontecer. ''Se o PL insistir em coisas que não são reais, insistir em processar o governador, vou ter que sair do partido'', afirmou.

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