Comissão de Ética vai analisar representação contra Filipe Barros
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quinta-feira, 01 de junho de 2017
Luís Fernando Wiltemburg<br>Grupo Folha 
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Londrina seguiu o parecer da Procuradoria Jurídica e encaminhou à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar a representação contra o vereador Filipe Barros (PRB), devido aos xingamentos proferidos por ele contra manifestantes na greve geral do dia 28 de abril. Na manhã desta quinta-feira (1º), a Mesa Executiva também optou pelo arquivamento de outra representação contra o vereador Emerson Petriv (PR), o Boca Aberta, em um imbróglio envolvendo o presidente da Câmara de Jataizinho, Maurilio Martielho (PSD).
A Comissão de Ética vai analisar se Barros infringiu o artigo 8º do Código de Ética, que delimita os atos atentatórios contra o decoro parlamentar. Pelo documento, as penalidades aplicáveis vão de censura verbal ou escrita a suspensão de prerrogativas ou do mandato e até a cassação. A representação contra Barros que também faz parte da Mesa Diretora é de autoria do estudante Pedro Henrique Linares Gil, que acusa o vereador por "suposta ofensa verbal a manifestantes de movimento paredista em 28 de abril de 2017". Na ocasião, Barros divulgou vídeo em que xinga de "vagabundos" os manifestantes que aderiram à greve geral contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo Michel Temer.
O vídeo, com palavrões e sugestões de "bullying" e de "descer o porrete" contra os manifestantes viralizou nas redes sociais e provocou a reação de movimentos sindicais e de trabalhadores contra o vereador, que alega ter feito "críticas" dirigidas somente a sindicalistas. Barros já apresentou defesa preliminar à procuradoria. Ainda nesta quinta, movimentos sindicais protocolaram nova representação contra Filipe Barros, pedindo sua cassação pelas ofensas a manifestantes grevistas.
No caso de Boca Aberta, cuja representação considera que o vereador "proferiu expressões ofensivas, difamatórias e preconceituosas" contra prefeitos e parlamentares da região, a Procuradoria Jurídica sugeriu o arquivamento, uma vez que ele estaria exercendo atividades no exercício da função.


