Comissão de Ética quer ouvir Delúbio e deputada do PSDB
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quarta-feira, 15 de junho de 2005
Folhapress 
Brasília - Um dia depois de ouvir Jefferson, o Conselho de Ética também deve aprovar hoje dezenas de requerimentos para ouvir pessoas relacionadas ao caso. Eram 43 até as 17h de ontem. A avaliação de integrantes do Conselho é que Jefferson, embora tenha feito um relato contundente, assumiu ações que, baseadas apenas em seu próprio depoimento, configurariam quebra do decoro parlamentar.
A principal delas é a de que mentiu no episódio em que teria recebido R$ 4 milhões do PT para distribuir a candidatos do PTB às eleições municipais, em 2004. Além de a transação não ter sido declarada à Justiça eleitoral, Jefferson negou a negociação por um longo tempo - no depoimento, argumentou que mentiu para preservar a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, que sofreria desgaste político caso a transação viesse a público naquele momento.
Outro fator que pesa contra ele é o fato de admitir que indicações feitas pelo PTB para estatais tinham a missão de arrecadar doações para o partido e que Lídio Duarte, ex-presidente do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), falhara nessa missão.
A intenção do relator do Conselho, Jairo Carneiro (PFL-BA), e do presidente, Ricardo Izar (PTB-SP), é ''filtrar'' os requerimentos e priorizar os mais relevantes. Entre eles estão o convite a Delúbio Soares (tesoureiro do PT), à deputada licenciada Raquel Teixeira (PSDB-GO), que disse ter recebido oferta de dinheiro para trocar de partido, e à ex-secretária Fernanda Karina Somaggio, que disse ter presenciado movimentações financeiras relevantes feitas pelo ex-chefe Marcos Valério. O publicitário Valério é acusado por Jefferson de ser a pessoa que distribuía o ''mensalão''.


