Comissão de ética do PMDB começa a ouvir infiéis
A Comissão de Ética do PMDB começa a ouvir na próxima semana os prefeitos que não apoiaram a candidatura do senador Roberto Requião ao governo do Estado. O levantamento de 12 casos de prefeitos infiéis foi repassado anteontem pela executiva estadual aos sete membros da Comissão. O presidente é o advogado Rolf Koerner Júnior. Vamos abrir processos contra aqueles que não agiram de acordo com as determinações do partido, disse Koerner Júnior, através de sua assessoria. Ele preferiu não divulgar os nomes dos prefeitos e dos municípios envolvidos porque, segundo ele, o processo ainda está em fase de montagem.
De acordo com o estatuto do partido, os casos de infidelidade podem ser punidos com advertência, suspensão ou expulsão. O presidente do diretório estadual, senador Roberto Requião, havia dado prazo de 12 dias para que os infiéis se desligassem da sigla. Como nenhuma desfiliação foi requerida, o partido resolveu iniciar o processo de análise dos casos.
O secretário-geral do PMDB, José Maria Correia, disse ontem à Folha que a Comissão de Ética vai obedecer a todos os procedimentos previstos no estatuto como coleta de provas, depoimento e defesa. Durante esta semana serão designados os relatores dos processos e na próxima reunião, marcada para o dia 26, serão elaboradas as notificações para a apresentação das defesas.
Um levantamento inicial mostrava que 25 prefeitos do PMDB não haviam apoiado Requião, mas a executiva estadual repassou 12 casos para análise. O PMDB calcula em 85 o número de prefeitos no Estado e não 65, como chegou a ser divulgado pelo partido. (P.Z)





