Comissão de Ética deve encerrar caso Filipe Barros em 10 dias
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Rafael Machado<br>Grupo Folha 

Em mais uma reunião na tarde desta sexta-feira (11), a Comissão de Ética da Câmara Municipal, que analisa a denúncia feita por mais de 30 sindicatos contra o vereador Filipe Barros (PRB), concluiu que não tem competência para pedir a exclusão do parlamentar do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL), como desejavam os sindicalistas. A orientação foi dada pela Procuradoria Jurídica da Casa.
Barros é investigado por ter xingado os grevistas durante a manifestação de 28 de abril, que se opôs às reformas trabalhista e previdenciária do presidente Michel Temer (PMDB). Em um vídeo que circulou nas redes sociais, o vereador cita que os manifestantes eram "vagabundos". O caso gerou grande repercussão e motivou diversos protestos das entidades sindicais na Câmara.
Em entrevista coletiva, o presidente da Comissão de Ética, vereador Gérson Araújo (PSDB), informou que a denúncia contra Barros foi enquadrada em um artigo do regimento interno do Legislativo que não prevê a cassação do mandato como sanção máxima. "Se os sindicatos querem o vereador fora do Conselho Universitário, é este órgão que devem pedir a saída dele. Não temos atribuição para tomar qualquer providência", pontuou.
Agora, Filipe Barros deve apresentar os argumentos finais até a próxima segunda-feira (14). Após essa etapa, a Comissão de Ética realiza uma nova reunião para desenvolver o relatório, que vai indicar uma possível punição. O documento deve estar pronto até 22 de agosto.


