A Comissão de Sindicância criada para apurar denúncias de irregularidades em convênios mantidos pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), de Cascavel, através de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) apresentou o relatório ontem, durante reunião do Conselho Universitário (COU). A comissão não constatou irregularidades no sistema de repasse e manuseio dos recursos, mas solicitou e conseguiu junto ao COU a instauração de um processo administrativo para realizar uma investigação mais minuciosa.
A comissão foi instalada pelo COU a partir de uma denúncia feita pela reitora afastada Liana Fuga, de que haveria indícios de irregularidades nos convênios. Integrantes da comissão investigaram projetos realizados nos últimos seis anos com recursos do FAT.
A presidente da comissão, Izolete Aparecida Nieradka, disse que, apesar de não ter sido verificada nenhuma irregularidade, os convênios podem e precisam ser melhorados, principalmente nem relação à administração, ao gerenciamento de ações e organização do trabalho. ‘‘É preciso uma melhor organização do trabalho’’.
A comissão relacionou o nome de cinco pessoas que poderiam ter violado dispositivos do Estatudo dos Funcionários Civis do Paraná. Entre os nomes citados está o da reitora afastada. Segundo o relatório, ‘‘apesar de ter denunciado publicamente tentativa de extorsão com desvio de verbas do FAT, não apresentou documento comprobatório à comissão de que tenha levado ao conhecimento de autoridade superior o fato ocorrido’’.
Liana disse que pelo pouco tempo de investigações (cerca de 15 dias), a comissão realizou ‘‘um trabalho excelente’’. Afirmou ainda que a instauração de um procedimento administrativo poderá comprovar que suas denúncias são verídicas.
A comissão colheu o depoimento de 16 pessoas e analisou documentos de projetos em conjunto com a Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho.

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