A Comissão de Investigação do Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) está encerrando a verificação de denúncias de superfaturamento em contratos publicitários, irregularidades na evolução da folha de pagamentos, envolvimento de Itaicy Mendonça, ex-chefe de gabinete do reitor Jackson Testa, em negociações de propina e o furto de computadores do prédio da reitoria.
‘‘Vamos centrar fogo na análise do que já foi levantado e na redação do relatório final, porque o prazo se encerra agora no dia 3’’, disse o relator da comissão, professor Kennedy Piau. ‘‘No entanto, estamos enfrentando várias dificuldades: alguns documentos da UEL são informações muito genéricas e não atendem o que a comissão precisava; outras são desvirtuadas e não deixam claro o que estamos precisando. E dados importantes ainda não chegaram’’, lamentou.
Ontem a comissão tomou o último depoimento agendado. O apresentador de TV Márcio Mello reafirmou que o ex-chefe de gabinete recebeu, em mãos, R$ 7,6 mil referentes ao superfaturamento de publicidade do vestibular na Rádio Nova Ingá, de propriedade do ex-deputado federal Benedito Pinga-Fogo de Oliveira. O cheque, que estava sem fundos, foi depositado na conta de Laércio Puppio, que alegou se tratar da negociação de um trator com Pinga-Fogo. ‘‘Na época o Pinga-Fogo estava bem quebrado e quem mexe com rádio não precisa de trator’’, ironizou Mello.
A Comissão tentou ouvir Jackson Testa – que está em férias –, mas conforme informação do chefe de gabinete, Antonio Carlos Zorato, o reitor não foi localizado. ‘‘Nós demos uma possibilidade ao reitor para prestar esclarecimentos, porque existem detalhes da investigação que ele poderia nos ajudar e esclarecer. E era uma oportunidade dele explicar’’, lamentou Piau. Itaicy e o filho dele, Mário Mendonça, também não compareceram para o depoimento. O ex-chefe de gabinete se negou a depor por estar desvinculado da universidade e Mário Mendonça não foi localizado.
O resultado do trabalho da Comissão de Investigação será entregue ao Conselho Universitário e encaminhado ao Ministério Público, que também apura as denúncias.

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