Comissão da UEL apresenta relatório em 15 dias
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Telma Elorza De Londrina 
A Comissão Permanente de Investigação, instaurada pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual de Londrina (UEL) para apurar denúncias de corrupção na instituição, deve apresentar os primeiros resultados entre 10 e 15 dias. A informação foi dada ontem pelo presidente da comissão, professor César Caggiano dos Santos. A comissão foi criada no dia 13, quando o vice-reitor Marcio Almeida renunciou ao cargo e denunciou ao Ministério Público (MP) a existência de corrupção na reitoria.
Ontem, a Comissão Permanente tomou o depoimento do auditor da UEL, Anísio Ribas Bueno Neto. Ele é presidente da Comissão de Sindicância Administrativa que investiga o furto de computadores do prédio da reitoria e as denúncias contra o chefe de gabinete da reitoria Itaicy Mendonça.
Afastado do cargo desde o mês passado, Itaicy foi acusado pelo apresentador de TV Márcio Mello, de Maringá, de superfaturar um contrato publicitário e ter ficado com R$ 7.640, no início de 1997. O depoimento começou às 9h30 e se estendeu além das 13 horas.
Segundo o auditor, a Comissão Permanente pediu esclarecimentos sobre os procedimentos e informações colhidas pela Comissão de Sindicância. Estamos repassando todas as informações, os documentos levantados e as oitivas colhidas junto aos depoentes para dar base a esta nova comissão.
Bueno afirmou que ainda não recebeu a documentação referente à conta bancária de Mello. A Comissão de Sindicância argumenta que precisa desta documentação para concluir os trabalhos.
Segundo Caggiano, o depoimento do auditor foi apenas um primeiro passo nas investigações. Seu depoimento serviu para resgatar todo o trabalho que foi feito. Além disso, ele também passou algumas informações sobre as denúncias que o professor Márcio Almeida levantou, mas não posso adiantar quais foram porque não há nada ainda de concreto, argumentou.
Apesar de Caggiano afirmar que quer apresentar resultados ao Conselho Universitário em no máximo 15 dias, ele ressalta que este prazo não significa o fim das investigações. De acordo com Caggiano, as denúncias do ex-vice-reitor não foram as últimas a surgir.
Acredito que muitas outras denúncias ainda virão. Eu, como membro do sindicato (dos Professores de Londrina), já recebi algumas que vamos apurar. Por isso, acredito que o processo vai se alongar um pouco, afirmou Caggiano. Segundo ele, várias denúncias só não estouraram ainda porque os funcionários teriam receio de sofrer represálias.


