Comissão da Câmara vai investigar precatórios em Uraí
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terça-feira, 12 de agosto de 2003
Giovana Kindlein<br>Reportagem Local 
Uraí - Pela segunda vez consecutiva, em menos de quatro meses, a Câmara de Vereadores de Uraí, município com 11 mil habitantes a 26 km de Cornélio Procópio, instaurou uma Comissão Especial Processante (CEP) contra a prefeita Iracélis da Fonseca Borghi (PDT) pelo não pagamento de um precatório a um reclamante, conforme determinou o Tribunal Regional do Trabalho (TRT). ''Estamos investigando se o fato caracteriza infração político-administrativa'', disse ontem o presidente da Câmara, vereador Walter Francisco Laureano (PP).
Entretanto, as investigações no Legislativo pararam por ordem de um mandado de segurança impetrado pelo advogado da prefeita, Alexandre Hauly Camargo, no dia 24 de julho. ''Eles (vereadores da CEP) não permitiram que as testemunhas fossem ouvidas pela defesa da prefeita'', argumentou o advogado. Iracelis não foi encontrada para comentar a decisão do Legislativo.
Segundo Camargo, ela estaria em uma audiência ontem. Para o advogado, o Legislativo impediu que a defesa levantasse as provas. ''Se a prefeita realmente pagou ou não, e em caso negativo, se o motivo foi relevante'', explicou ele.
Por outro lado, a Câmara de Vereadores ingressou com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ) pedindo a revogação do mandado de segurança e a volta dos trabalhos da comissão. Os vereadores deveriam discutir e realizar uma votação secreta do relatório da CEP no último dia 1º de agosto. ''Estamos aguardando a decisão da Justiça'', concluiu Laureano.
Na semana passada, na primeira sessão deste semestre, os vereadores de Uraí decidiram abrir uma segunda CEP para investigar outro precatório encaminhado pelo TRT. O vereador Donizete Ruiz Pinha (PFL) preside a primeira comissão e também integra a segunda. ''O pagamento de precatórios deveria ter sido incluído no orçamento do município'', criticou Laureano.


