Os deputados da Comissão Especial de Investigação (CEI) – criada pela Assembléia Legislativa para auxiliar nos trabalhos da CPI – estão impedidos de acompanhar depoimentos secretos e alguns procedimentos internos da CPI, por motivo de segurança. A proibição, comunicada ontem, causou mal-estar entre os integrantes da CEI, principalmente depois de a CPI ter dispensado tratamento diferenciado para Ângelo Vanhoni (PT), o presidente da comissão. Vanhoni circulou livremente ontem pelas salas ocupadas pela CPI.
O relator da CEI, Fernando Carli (PPB), era o mais indignado. Junto com ele, foram barrados em alguns momentos: o vice-presidente da CEI, Algaci Túlio (PTB), e os deputados Tiago Amorim Novaes (PPB), Luis Carlos Alborghetti (PFL), Caíto Quintana (PMDB) e José Maria Ferreira (PSDB). Nervoso, Carli chegou a dizer, numa roda de amigos, que iria protestar publicamente contra a decisão da CPI. ‘‘Acho isso um absurdo’’, protestou o pepebista.
Caíto Quintana aderiu ao discurso do ‘‘deixa disso’’. O deputado disse ontem que a circulação limitada aos integrantes da CPI é fundamental para que não haja questionamentos judiciais futuros. Segundo o deputado, se houver um estranho à CPI de Brasília, numa tomada de depoimento, por exemplo, pode-se arguir a nulidade do ato. ‘‘Existem determinados procedimentos que devem ser respeitados. A decisão causa um pouco de constrangimento. Mas não quer dizer que os deputados do Paraná não têm acesso a determinadas informações por que estão envolvidos com o narcotráfico’’, ponderou o peemedebista. (L.D.)

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