Brasília - Com três declarações de voto contra, a comissão especial da reforma da Previdência aprovou na manhã de ontem em votação simbólica a redação final de primeiro turno da proposta, que teve seus pontos pendentes no plenário votados na noite de anteontem. Alguns parlamentares tentaram ainda discutir o mérito da proposta antes da votação, mas foram impedidos pelo presidente da comissão, Roberto Brant (PFL-MG), que se baseou no argumento de que o que estava em voto era a redação do que foi aprovado.
Com isso, a tendência é de que a votação em segundo turno ocorra na próxima quarta-feira, isso se houver quórum mínimo para abertura de sessão (52 de 513 deputados) amanhã e na segunda. Devido ao acordo de lideranças que resultou na proposta aprovada, não haverá emendas de bancadas na votação da próxima quarta. Aprovada em 2º turno, a reforma vai para o Senado.
Entre outros pontos, o governo aceitou mudar a regra para a redução das pensões e para a aposentadoria compulsória. As normas para futuras pensões e para a contribuição de inativos também foram amenizadas. No caso das pensões, a intenção inicial era limitá-las a até 70% do salário ou da aposentadoria do servidor. Os deputados mudaram a proposta e criaram uma faixa de isenção de R$ 2.400. Acima desse valor, haveria desconto de 50%. Mas em nova concessão o governo reduziu o desconto para 30%. (A.F.)

mockup