Brasília - A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou ontem um requerimento do seu presidente, o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), para anular o ato do presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), que havia determinado a anulação da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Embora o próprio Maranhão tenha voltado atrás em sua decisão, o posicionamento da CCJ busca impedir a Advocacia-Geral da União (AGU) de usar o ato do presidente interino da Câmara como argumento para um recurso ao Supremo Tribunal Federal, o que já foi feito ontem. Serraglio argumentou que Maranhão não poderia ter tomado esta decisão, passando por cima do plenário da Câmara, que havia aprovado a abertura do processo de impeachment de Dilma por 367 votos.

RENÚNCIA
Após uma reunião de mais de duas horas ontem, a bancada do Partido Progressista (PP) na Câmara dos Deputados, que tem 47 parlamentares, decidiu pressionar o presidente interino da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), a renunciar ao cargo de vice-presidente e ao comando da Casa. O líder da bancada do partido, Aguinaldo Ribeiro (PI), ex-ministro no governo Dilma Rousseff entre 2012 e 2014, disse que vai procurar Maranhão para lhe comunicar pessoalmente a decisão e pedir que ele faça "uma saída negociada". O plano pepista inclui, em troca da saída de Maranhão do comando da Casa, um tratamento menos duro em um eventual processo no Conselho de Ética do partido. Parte dos parlamentares quer a expulsão de Maranhão da sigla.

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