Curitiba A comissão responsável pela análise minuciosa de todos os contratos de terceirização em vigor na área de Segurança Pública do Paraná fez ontem sua primeira reunião. O objetivo é reduzir os custos do Estado e identificar possíveis irregularidades.
O relatório conclusivo da comissão, que é composta por procuradores do Estado, auditores do Ministério Público, funcionários da Secretaria de Segurança Pública, assessoria jurídica do Detran, e diretores da Secretaria de Administração, deverá ser entregue ao governador Roberto Requião (PMDB) em 35 dias.
Por determinação do governador, que acumula o cargo de secretário da Segurança, o grupo reuniu-se à tarde com o assessor especial de Governo, Daniel Godoy. Serão analisados os contratos de terceirização vigentes específicos ou vinculados à Secretaria de Segurança Pública.
Para agilizar os trabalhos, a comissão foi subdividida em três grupos, cada um composto por uma equipe jurídica, técnica e de auditoria. Ao todo, cerca de 100 processos serão estudados e dependem da análise da comissão para ter continuidade. Foram determinados parâmetros de avaliação, como valores, prazos de vencimento e ordem de importância.
De acordo com o Palácio Iguaçu, a Secretaria da Segurança Pública foi a primeira a ter seus contratos analisados devido ao grande número de licitações e serviços contratados. Só para manutenção de viaturas e motonetas, são 14 contratos, que incluem as frotas das Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. Para a implantação, operação e gerenciamento de radares eletrônicos, por exemplo, foi firmado um contrato no valor de R$ 12.029.400,00 por dois anos de utilização.
Os 41 contratos de locação de imóveis da Polícia Civil, na capital e interior, serão analisados especificamente por uma das três equipes. O governo está dispondo de valores significativos com aluguel de imóveis, tendo dezenas de prédios públicos abandonados. ''Estamos pagando R$ 25 mil pela locação de um barracão para armazenar peças de desmanche, sendo que existem barracões próprios vazios'', citou Godoy. Novas comissões devem ser formadas posteriormente para analisar contratos de outras áreas.

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