Agência Estado
De Ribeirão Preto
O Ministério Público (MP) de Ribeirão Preto (SP) está fazendo um levantamento minucioso dos inquéritos policiais sobre roubo de cargas, tráfico de drogas, resgate de presos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro para entregá-lo à CPI do Narcotráfico, que chega à cidade nos próximos dias. Uma lista com oito nomes ou fatos, mantidos em sigilo, também está sendo feita. O MP colocou à disposição da população um disque denúncia (número 1580).
Os promotores estão analisando todos os inquéritos dos últimos anos para investigar possíveis relações de casos com o crime organizado. Até hoje, segundo Neto, nenhum suspeito tinha sido convocado para prestar depoimento, o que deverá ser feito somente após a chegada da CPI.
A CPI do Narcotráfico espera desvendar a estrutura do crime organizado em Campinas (SP), onde já esteve, a partir da leitura dos bancos de dados de 13 computadores que os parlamentares receberam ontem. Os computadores são dos empresários Willian Sozza e Alexandre Negrão e do advogado Eugênio Mathias. Com eles, a CPI recebeu em Brasília extratos bancários de contas de Alexandre Negrão no exterior. Negrão e Mathias serão ouvidos novamente pela CPI.
A CPI acredita que Sozza e Mathias sejam os cabeças de uma quadrilha de narcotraficantes que age em vários Estados e Alexandre Negrão é investigado por lavar dinheiro em contas de pilotos. O computadores foram trancados ontem em um cofre da Câmara e estão sob custódia da CPI, até que os bancos de dados sejam lidos e transcritos. ‘‘Os computadores poderão esclarecer muito o crime organizado’’, disse o presidente da CPI, Magno Malta (PPB-ES).

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