Comilança marca reuniões políticas em Brasília
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domingo, 26 de janeiro de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA _ A semana agitada de almoços e jantares em Brasília pôs abaixo a dieta alimentar de todo o Congresso, provocou indigestão no governo e, ainda confundiu a contabilidade de votos dos candidatos à presidência da Câmara - já que diversos deputados garantiram voto nos jantares de todos os candidatos . A comilança começou na segunda, com um jantar secreto dos líderes governistas e o presidente da Câmara, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA) na casa do ministro das Comunicações, Sérgio Motta.
Esse foi o início do balanço dos votos em favor da reeleição, que prosseguiu ao longo da semana, na casa do presidente da Câmara, no Palácio do Jaburu, no apartamento de parlamentares e no restaurante Piantella. Tudo sempre em torno de uma mesa repleta de guloseimas.
A agenda de Roseana Sarney, em Brasília, começou com um almoço com o presidente FHC. No dia seguinte, ela recebeu ministros, líderes governistas e cardeais dos partidos aliados, numa tentativa de reaproximar seu pai, o presidente do Congresso José Sarney (PMDB-AP), do governo. O clima melhorou, mas sem sucesso.
Antes de chegar à casa da filha, Sarney passou na reunião dos peemedebistas que se recusavam a votar a emenda da reeleição antes de escolhidos os presidentes da Câmara e Senado. No jantar, Sarney foi ácido contra o governo. Disse que seria curto e grosso: É uma indignidade o PMDB rever sua posição.
Por conta deste jantar, a quarta-feira começou mais cedo, num café da manhã na casa do líder do PSDB, José Aníbal (SP). Foi quando os tucanos deram uma prensa no líder do PMDB, Michel Temer (SP), exigindo que garantisse os votos dos peemedebistas para a reeleição se quisesse o apoio dos tucanos para chegar à presidência da Câmara.


