Moradores do assentamento afirmaram que no momento do crime, os músicos encarregados de animar o comício já tinham começado a tocar, mas a candidata Sandra Graça ainda não tinha chegado ao local. Ela afirmou à Folha que se encontrava no Conjunto Panissa, que fica na mesma região, quando foi avisada por lideranças do bairro e não chegou a dirigir-se ao assentamento. ‘‘Eu deveria chegar ao local por volta das 22 horas.’’
Sandra também disse não acreditar que a causa do crime seja política. ‘‘Em hipótese nenhuma’’, afirmou. Ela disse que, como cidadã, sente-se entristecida com o ocorrido, ‘‘até porque uma de nossas bandeiras de luta é o combate à violência.’’ A candidata afirmou que provalmente não conseguirá realizar novo comício no local antes das eleições.
O candidato a prefeito Farage Kury (PFL), que faz parte da mesma coligação de Sandra Graça, disse que foi informado pela polícia que o crime não teve nada a ver com política. ‘‘Foi um fato isolado, fiquei sabendo que havia uma richa antiga entre eles.’’ O candidato a vereador Jamil Janene (PDT) procurou a Folha ontem para contestar a informação de Sandra Graça de que também faria comício na noite de anteontem no Maracanã. ‘‘Estão tentando vincular meu nome em vão’’, disse. (S. L.)

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