Curitiba - As cinco CPIs instaladas na Assembléia Legislativa para investigar alguns atos do governo anterior começam a funcionar efetivamente a partir de hoje. A CPI do Pedágio, presidida pelo deputado André Vargas (PT), deve reunir-se hoje pela manhã. ''O primeiro passo será avaliar os contratos com as concessionárias'', disse Vargas. De acordo com o petista, a comissão quer estudar como são compostas as tarifas hoje cobradas pelas seis empresas que exploram o pedágio. Os trabalhos dessa CPI, que funcionará por 120 dias, terão que ser rápidos. O Palácio Iguaçu pretende resolver o impasse com as concessionárias em dois meses.
A CPI da Copel-Sercomtel vai fazer a primeira reunião no final da tarde de hoje, depois da sessão plenária. O presidente Marcos Isfer (PPS) quer dividir o grupo de nove deputados em quatro subcomissões para agilizar as investigações. ''Vamos acertar a metodologia de trabalho'', explicou. Isfer pretende fazer uma visita à Copel em breve, e cogita a possibilidade de pedir que um funcionário da estatal de energia preste assessoria à CPI. O deputado falou que vai analisar os dados apresentados ontem pelo presidente da Copel, Paulo Pimentel, no seminário promovido pelo governador Roberto Requião (PMDB).
A CPI do Paranacidade é outra que será subdividida. No primeiro encontro, marcado para segunda-feira, o presidente José Maria Ferreira (PDT) vai criar três grupos específicos para tocar as apurações. Estão na mira os convênios do Estado com os municípios, a capacidade de endividamento do Paranacidade, e os financiamentos feitos ao Estado. Segundo Ferreira, o Paranacidade teria movimentado algo em torno de US$ 400 milhões durante os últimos oito anos, no mandato Jaime Lerner (PFL).
As CPIs do Banestado e dos Jogos Mundiais da Natureza são as outras duas que começam a funcionar na Casa.
O primeiro-secretário da Assembléia, Nereu Moura (PMDB), disse que o governo espera que as CPIs ''mostrem serviço''. ''Se algum dos integrantes quiser que as investigações acabem em pizza, vamos substituir'', avisou Moura, alegando que há amparo legal para mudanças.
Oficialmente, a oposição onde estão perfilados hoje os aliados do ex-governador Jaime Lerner garante que não vai criar obstáculos às apurações dos governistas. Ademar Traiano (PSDB), porém, deixou claro que o objetivo da CPI é ''investigar e não punir''.

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