Bojayá, Colômbia– Bojayá, a aldeia colombiana onde morreram, na semana passada, 119 civis em conflitos entre a guerrilha e paramilitares, começa a ser reconstruída, em meio a críticas ao presidente Andrés Pastrana por não ter assumido sua responsabilidade na tragédia.
Dia 2 de maio, uma bomba atribuída às Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, explodiu na igreja de Bojayá, onde os moradores procuravam abrigo dos combates entre a guerrilha e os paramilitares.
Cerca de 4.000 pessoas fugiram para a cidade de Quibdó – capital do departamento de Chocó, ao qual pertence Bojayá – e para outras zonas do país.
Ontem, começava a chegar ao local uma ajuda em alimentos e remédios enviada por organizações humanitárias, entre elas a Cruz Vermelha.
CríticaA guerrilha colombiana do Exército de Libertação Nacional (ELN) criticou ontem o governo devido à sua ‘‘falta de decisão’’ para concretizar a possível trégua de seis meses que as partes propuseram em suas recentes reuniões em Cuba.
O chefe do ELN, Nicolás Rodríguez, conhecido como ‘‘Gabino’’, referiu-se à demora do cessar-fogo, estipulado em princípio por seis meses, em uma mensagem gravada que enviou ao Congresso Nacional de Paz e País, que está sendo realizado em Bogotá, convocado por várias ONGs.
‘‘A nosso julgamento, o governo não pôde, não quis ou não teve as condições de dar uma resposta definitiva para que a trégua seja colocada em prática’’, disse Rodríguez.
‘‘Gabino’’ afirmou que nas reuniões que desde dezembro acontecem em Havana falou-se que a suspensão das hostilidades aconteceria antes de agosto, quando termina o Governo de quatro anos do presidente Andrés Pastrana. Ele destacou que se houver uma trégua essa guerrilha suspenderá ‘‘todo tipo de hostilidades’’.

mockup