Brasília – A partir de hoje (26) a cidade de Davos, na Suíça, concentrará os principais debates políticos e econômicos durante o Fórum Econômico Mundial, que ocorre há 30 anos.

Na próxima sexta-feira ocorrerá uma sessão de debates sobre o Brasil denominada Brasil Outlook, que contará com a participação dos ministros de Comércio da África do Sul, China e Índia, além do vice-primeiro ministro do Reino Unido, Nick Clegg. A questão de apoio e ajuda ao Haiti também estará em pauta em um evento específico.

Líderes políticos mundiais, como o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e a chanceler da Alemanha, Angela Merckel, participarão do evento. O Brasil será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

A previsão dos organizadores é que cerca de 2,5 mil pessoas participem das discussões, entre chefes de Estado e de governo, além de 1,5 mil empresários. Em pauta, mudanças nos sistemas financeiros e a exploração de estratégias e soluções para os desafios globais.

Os líderes políticos e empresários devem debater a falta de consenso sobre as questões climáticas e também as inovações tecnológicas. Os temas do fórum se misturam às preocupações em curso nos debates do G20.

Para Sarkozy, que presidirá o G20 em 2011, a comunidade internacional deve debater a aprovação de uma espécie de código de conduta sobre os fluxos de capital. Ele afastou a hipóteses de ser adotado um sistema de taxas fixas de câmbio e considera a reforma do sistema financeiro internacional uma prioridade.

Outra preocupação em pauta é a necessidade de aumentar a produção de alimentos no mundo. De acordo com especialistas que elaboraram o estudo britânico Foresight Report on Food and Farming Futures, a produção global de alimentos deve ser elevada, em pelo menos, 40% nas próximas duas décadas para evitar o aumento da fome no mundo.

Brasil em Davos
Paralelamente, o chanceler brasileiro também vai manter uma agenda de atividades. Hoje (26), Patriota conversa com o comando-geral da União Europeia. Amanhã (27) ele tem reuniões marcadas com o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), Pascal Lamy, e com os ministros do Comércio da Austrália, da Alemanha e Suíça.

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