O PT do Paraná assumiu de vez o discurso light. Seguindo a linha do presidente do diretório estadual de São Paulo, Antonio Palocci, o novo presidente, Pedro Tonelli, fala em alianças com partidos fora do leque da esquerda e avalia que o discurso ‘xiita’ não convence mais.
Tonelli anunciou sua defesa pela recondução de José Dirceu, o candidato dos moderados, na disputa da presidência nacional. ‘‘É o melhor nome que temos’’.
Tonelli diz que a mudança foi para melhor. ‘‘O nível de discussão tem sido superior. Não nos resumimos mais a brigas internas e disputas menores’’. Para ele, ninguém no partido tem um ‘‘rótulo’’ ou ‘‘carimbo na cabeça’’ e, por isso, ‘‘as opiniões oscilam e se renovam sempre’’.
A postura terá reflexos nas costuras para 98. Apesar de defender pró-forma a candidatura do ex-prefeito de Londrina Luiz Eduardo Cheida para o governo, Tonelli não descarta possibilidade de uma composição com o PDT e o PMDB. Durante o encontro, no último final de semana, tal orientação foi suprimida. ‘‘As alianças sempre facilitam na hora de governar’’, avalia.
O ex-deputado aposta que a nova linha vai trazer resultados positivos nas eleições. ‘‘O que o Lula sofreu em 94, o Fernando Henrique vai sofrer agora. No Paraná, dobraremos a nossa bancada de cinco para 10 deputados e em Brasília aumentaremos de três para sete’’, contabiliza.
Mas internamente, a mudança tem críticos. O presidente do Sindicato do Metalúrgicos, Sérgio Butka, pede desligamento do partido nesta semana. Criticado pelo bom trânsito com os setores conservadores da direita, ele foi uma das filiações polêmicas autorizadas pelo ‘novo’ PT, durante a gestão de Jorge Samek.
Além de Butka, a direção nacional estuda ainda a possibilidade de afastamento do governador do Espírito Santo. Vitor Buaiz pecou ao sugerir um plano de demissão de funcionários públicos.

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