Comandantes da Polícia negam conhecer o caso
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de junho de 2001
De Curitiba 
O coronel Renildo Gonçalves, ex-comandante do Policiamento da Capital, negou ontem que tivesse conhecimento dos trabalhos feitos pelo ex-sargento da Polícia Militar, Jorge Luiz Martins, no departamento de segurança do HSBC. Isto nunca ocorreu. Desconheço completamente o fato, argumentou ele, em entrevista à Folha. O coronel que já está na reserva remunerada da Polícia Militar há três anos disse que jamais foi informado da situação classificada por ele como irregular. Eu não autorizaria isto. Não pode se deixar um militar à disposição de um banco privado como o HSBC, salientou.
Renildo Gonçalves disse que qualquer atividade de um militar é de responsabilidade imediata do comandante da unidade. Sempre procurei fazer as coisas certas para não me aborrecer, declarou.
O coronel Luiz Fernando de Lara, ex-comandante da Polícia Militar do Paraná, disse conhecer o coronel Renildo Gonçalves. Ele é de alta seriedade e jamais compactuaria com isto. Ele teria tomado providências imediatas, defendeu. Lara disse que jamais colocou qualquer militar à disposição de órgãos públicos e privados. Eu jamais fiz isto. Não assinei nenhum ato oficial, nem autorizei. Se alguém dizer o contrário, será processado. Isto é mentira, destacou. Ele desafiou qualquer militar a provar o contrário dentro da corporação.
A reportagem da Folha não conseguiu localizar o coronel Guaraci Moraes Barros, ex-comandante do 17º Batalhão da Polícia Militar. O telefone da casa do coronel foi alterado e o novo número não é divulgado a pedido do assinante. (L.P.)


