Brasília - A ordem do dia divulgada ontem pelo comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, a todas as unidades da arma exalta o dia do golpe militar de 31 de março de 1964. ''Esse Exército o seu Exército orgulha-se do passado porque nele os valores e postulados da instituição, que se confundem com os da própria nação brasileira, nasceram e se consolidaram'', diz.
A ordem é propalada no dia em que o chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Waldir Pires, ''cassado pelo golpe de 64'', como diz a biografia dele, foi escolhido novo ministro da Defesa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na mesma nota, Albuquerque ressalta que o ocorrido há 42 anos, nesta data, ''é memória, dignificado à época pelo incontestável apoio popular, e une-se, vigorosamente, aos demais acontecimentos vividos, para alicerçar, em cada brasileiro, a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional.''
Apesar de ressaltar que ''esse passado pertence à história'', e que a força armada ''se volta para o futuro'', ele afirma que ''História só se escreve com maiúscula quando acontecimentos marcantes se afastam das paixões do momento e passam pelo crivo da imparcialidade e da equidistância das partes envolvidas''.
Depois de afirmar que a força se orgulha do passado e se volta para o futuro, ''trabalhando pelo desenvolvimento nacional e empregando a mão amiga de sua gente toda vez que necessidades, urgências e emergências clamam por sua presença'', observou que a armada ''recebeu e recebe, de braços abertos, em suas casernas, sucessivas gerações, para lhes transmitir, de forma inigualável, lições de patriotismo e exemplos de servidão cívica, de abnegação irrestrita, de ética e de probidade''.
Albuquerque concluiu a mensagem afirmando que, ''nesse contexto, o 31 de Março insere-se, pois, na história pátria e é sob o prisma dos valores imutáveis de nossa força e da dinâmica conjuntural que o entendemos''. O comandante concluiu: ''É memória, dignificado à época pelo incontestável apoio popular, e une-se, vigorosamente, aos demais acontecimentos vividos, para alicerçar, em cada brasileiro, a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional.''

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