Brasília - O comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, terá de explicar à Comissão de Ética do governo o que levou o Departamento de Aviação Civil (DAC) a interromper a decolagem de um avião da TAM para ele e a mulher embarcarem, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, na Quarta-Feira de Cinzas. A bordo, Albuquerque teve de dar a mesma explicação aos demais passageiros, segundo contou ontem a militares. O general ficou constrangido pelo fato de um casal ter sido retirado do avião. Diante de uma vaia, Albuquerque se levantou e disse que não tinha dado ordens para que o avião retornasse.
O general disse ainda que não chegou atrasado ao aeroporto. Explicou que um militar responsável pelo seu check-in chegou uma hora e dez minutos antes do embarque e foi informado de que a empresa vendeu mais bilhetes que a capacidade do avião. Sua reserva já tinha sido feita havia 15 dias.
O que Albuquerque não disse é que o militar responsável pelo check-in insistiu para que o comandante embarcasse. Sem nada conseguir, o militar foi ''resolver'' o problema no DAC. Lá, valeu o abuso de poder, contaram militares.
A colegas, o general demonstrou constrangimento e repúdio à atitude do subordinado. O Exército não se pronunciou sobre o caso. A TAM divulgou nota informando que o avião voltou por determinação da torre de controle e os passageiros foram consultados sobre a possibilidade de algum voluntário desistir do vôo. Um casal aceitou recebeu R$ 500,00 e viajou no dia seguinte.

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