Comandante da PM de Maringá preside inquérito em Londrina
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segunda-feira, 25 de junho de 2001
Chiara Papali De Londrina 
O comando da Polícia Militar do Paraná determinou a instauração de um inquérito para apurar o caso de 350 policiais militares que viraram as costas e vaiaram o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (5º BPM), tenente-coronel Robenson Máximo Fim, de Londrina. O inquérito, que substitui a sindicância administrativa aberta por Máximo Fim, será presidido pelo comandante do 4º BPM de Maringá, o tenente-coronel Gilberto Kummer.
O comandante-geral da PM do Paraná, coronel Gilberto Foltran, negou que a presença de Kummer seja uma intervenção no 5º BPM. Se fosse já teria acontecido. As coisas estão indo bem em Londrina, garantiu. Apesar disso, ele afirmou que a instauração de sindicância administrativa foi um equívoco do comandante da unidade.
O inquérito policial é mais abrangente e o resultado vai ser apreciado pelo auditor da Justiça Militar Estadual, para que o promotor público ofereça ou não denúncia, de acordo com as provas coletadas, explicou o coronel Foltran. As vaias aconteceram no início de maio, quando o comando convocou os PMs para uma palestra sobre motivação profissional, no anfiteatro do Shopping Com-tour, no mesmo dia em que começaria o protesto das esposas de militares por melhores salários.
O inquérito foi instaurado porque há indícios de crime militar, segundo o coronel Foltran. Uma sindicância apura fatos relacionados a transgressões disciplinares, mas a investigação de questões tipificadas no código policial militar depende de inquérito policial.
De acordo com Foltran, Kummer vai deixar o comando em Maringá para assumir outra função em Curitiba, na Diretoria de Apoio Logístico, mas antes conduzirá o inquérito em Londrina. O prazo para conclusão é de 40 dias, podendo ser prorrogado por mais 20 dias. É um inquérito trabalhoso. Nossa intenção é ouvir todos os policiais envolvidos e buscar as fitas gravadas para identificá-los, afirmou Kummer.
Segundo o comandante da PM, os procedimentos que já foram realizados até agora, entre eles alguns depoimentos, vão servir de base para o inquérito. A punição, que no caso da sindicância poderia variar de uma advertência até a exclusão da PM, é determinada pelo juiz, no caso do inquérito policial. Hoje, Kummer deverá estar em Curitiba para definir quando inicia o inquérito.


