Com vitória apertada, Dilma é reeleita presidente do Brasil
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Evaristo Sá/AFP 
Brasília - Na disputa presidencial mais acirrada desde o segundo turno das eleições de 1989, Dilma Rousseff (PT) é reeleita presidente do Brasil. Nos 16 Estados em que a presidente Dilma venceu no 2º turno, um dos resultados mais significativos foi o de Minas Gerais, onde derrotou Aécio Neves (PSDB) por 52,4% a 47,6%. Menos pela vantagem apertada - cerca de 500 mil votos -, mas pelo simbolismo: o tucano perdeu em seu berço político nos dois turnos.
Outro desempenho decisivo para a reeleição foi o de Pernambuco. Lá, a família e a máquina política do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em acidente aéreo em agosto, se mobilizaram a favor de Aécio - uma eventual vitória do tucano em um Estado nordestino poderia se revelar decisivo. Mas o apoio não rendeu os frutos esperados pelo PSDB. Lá, Dilma venceu por 70% a 30%, e a votação do tucano ficou próxima de sua média no Nordeste.
No total, a presidente conquistou mais quatro anos de mandato com 54,2 milhões de votos - 51,6% dos válidos. Com 48,4%, Aécio obteve o melhor resultado para um candidato do PSDB desde 1998. No primeiro turno, Dilma teve quase 43,268 milhões de votos, ou 41,6% do total de válidos. Aécio recebeu 34,897 milhões de votos, ou 33,5%.
DISCURSO
Após ser reeleita, Dilma discursou para uma militância inflamada em um hotel de Brasília. Na fala, Dilma defendeu a reforma política por meio de um plebiscito. "Vamos encontrar a força e a legitimidade exigida nesse momento de transformação para levar à frente a reforma política. Quero discutir isso com o Congresso Nacional e com toda a sociedade brasileira", disse. Dilma também se comprometeu a punir casos de corrupção. "Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção e com a proposição de mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade, que é protetora da corrupção", disse.
Na área econômica, Dilma afirmou querer combater o aumento da inflação. "Seguirei combatendo com rigor a inflação e avançando no terreno da responsabilidade fiscal. Antes mesmo do início do meu próximo governo eu prosseguirei nesta tarefa", disse. Durante seu discurso, Dilma afirmou que quer ser uma "presidente muito melhor do que foi até agora".
No início de sua fala, Dilma agradeceu o apoio de Lula, que foi saudado pela militância com um grito de "Lula, eu te amo".
Em sua fala, Dilma reconheceu que precisa dialogar mais com diversos setores da sociedade. "Conclamo, sem exceção, a todas as brasileiras e todos os brasileiros para nos unirmos em favor da nossa pátria, do nosso País, do nosso povo. Não acredito, sinceramente, que essas eleições tenham dividido o país ao meio", disse. Para a petista, a "energia mobilizadora" das eleições precisa ser convertida em um "entendimento comum" com fazer o país avançar. "Algumas vezes na nossa história, resultados apertados produziram mudanças mais fortes e rápidas", disse.



