Com uma semana de atraso, ministro visita cidades afetadas pela chuva
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Mais de uma semana depois das chuvas que assolaram o Paraná e deixaram um rastro de estragos estimados em R$ 100 milhões, o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, e o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), Adriano Pereira, participam de reuniões de trabalho no Paraná para tratar das enchentes no Estado. A comitiva passa por Maringá, onde haverá reunião com o governador Beto Richa (PSDB) e prefeitos de cerca de 40 municípios da região Noroeste e, em seguida, vem a Londrina.
Também integram a comissão do governo federal o diretor de Reabilitação e Reconstrução da Sedec, Paulo Falcão, e o diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, Luiz Antônio Garcia.
Occhi ocupa o cargo no governo de Dilma Rousseff por indicação do Partido Progressista, que tem como forte liderança dentro do Paraná o deputado federal maringaense Ricardo Barros, marido da vice-governadora Cida Borghetti (Pros).
A Agência Estadual de Notícias (AEN), do governo do Estado, já anunciava a presença de Beto em Maringá para inauguração da nova sede do Instituto Médico Legal (IML) e reunião com o ministro, às 11h, no auditório da Cesumar, antes mesmo da confirmação do ministério.
Em Londrina, o ministro deve atender a imprensa na cabeceira da ponte bloqueada que dá acesso aos bairros rurais da zona sul, próximo ao Centro de Eventos de Londrina, por volta das 14h45. Em seguida, a comitiva vai para o Aeroporto Governador José Richa, onde Occhi se encontra com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para discutir o evento climático da semana passada.
A vinda do ministro para a região afetada pela chuva já havia sido aventada no meio da semana passada, também para Maringá. O deputado federal Marcelo Belinati (PP) disse que tentaria atraí-lo para Londrina. Occhi, entretanto, acabou não vindo.
A assessoria do Ministério da Integração Nacional não informou se Occhi fará anúncio de algum tipo de auxílio para as prefeituras da região. Em Londrina, Kireeff fala em R$ 35 milhões já contabilizados, mas a estimativa é que atinja R$ 50 milhões. Os números devem ser fechados depois de amanhã.


