O prefeito de Londrina, Tiago Amaral (PSD), afirmou nesta quinta-feira (4) que procurou o governo do Estado em busca de recursos para subsidiar o sistema de transporte coletivo da cidade. Em 2025, o município deve repassar R$ 177 milhões às concessionárias para manter o serviço em funcionamento. Do custo anual estimado em R$ 305 milhões, apenas R$ 128 milhões virão da arrecadação com bilhetes.

A Prefeitura contratou uma empresa de Curitiba para revisar as planilhas da tarifa técnica do transporte. A expectativa é que os resultados da consultoria influenciem na definição da tarifa paga pelo usuário em 2026 — atualmente fixada em R$ 5,75 — e nos repasses às concessionárias.

O reajuste da tarifa técnica autorizado em dezembro de 2024 pelo ex-prefeito Marcelo Belinati (PP) elevou o custo do bilhete para R$ 11,80 na área atendida pela TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina) e para R$ 10,20 na área operada pela LondriSul. Segundo a Prefeitura, isso gerou um rombo de R$ 100 milhões no Orçamento de 2025, que previa apenas R$ 72 milhões em subsídio.

Segundo o prefeito, além de um ofício encaminhado ao governo estadual, ele já tratou do tema com a Sefa (Secretaria da Fazenda) e a Casa Civil. Tiago afirma que a ideia é “fazer a tarefa de casa” com a revisão e, ao mesmo tempo, buscar apoio do governador Ratinho Junior (PSD) para custear o sistema em 2025 e 2026.

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“Esse valor da tarifa aumentou demais nos últimos dois anos, foi um salto muito grande. Não estou dizendo se está certo ou se está errado. O que importa é que a gente está revisando isso”, ressaltou. “Londrina, hoje, não dá conta de bancar essa subvenção sem abrir mão de outros serviços à população.”

Além da questão financeira, a administração também busca formas de tornar o transporte mais atrativo para os moradores. A estimativa é que apenas 7% dos londrinenses utilizem o ônibus diariamente — pouco mais de 40 mil pessoas.

“O transporte melhorou muito, temos ônibus de qualidade, uma frota muito nova, com ar-condicionado. Percentualmente falando, é a maior frota do Brasil. Mas precisamos entender por que o londrinense ainda não aderiu ao transporte coletivo como deveria”, completou o prefeito. (Colaborou Simoni Saris).

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