Com sete secretários confirmados, Cida não dá prazo para fechar nomeações
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quinta-feira, 19 de abril de 2018
Mariana Franco Ramos<br>Reportagem Local 
Curitiba A governadora Cida Borghetti (PP) deu posse nesta quinta-feira (19), em Toledo (Oeste), ao novo chefe da Casa Civil do Paraná, o deputado federal licenciado Dilceu Sperafico (PP). Também anunciou para esta sexta o início dos trabalhos de Antônio Carlos Nardi à frente da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em solenidade marcada para às 10 horas, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), e para a próxima segunda-feira (23) a oficialização de Alexandre Teixeira na Secretaria de Estado da Comunicação.
Com esses, já são 12 os nomes confirmados no primeiro escalão, sendo sete de secretários propriamente ditos. Isso sem contar as empresas públicas e de economia mista. Lucilia Felicidade Dias é a chefe de gabinete, Silvio Magalhães Barros, cunhado da governadora, o secretário de Desenvolvimento Urbano; Lucia Aparecida Cortez Martins, de Educação e Abelardo Lupion, de Infraestrutura e Logística. Até agora, os anúncios têm ocorrido quase que a conta-gotas.
Outros que já se acomodaram em seus postos são Maurício Tortato, na Casa Militar; Sandro Marcelo Kozikoski, na Procuradoria Geral do Estado (PGE); Carlos Eduardo de Moura, na Controladoria Geral; Audilene Rosa de Paula Dias Rocha, na Polícia Militar (PM); e Antonio Zanatta Neto, na Chefia do Estado-Maior. Na Assembleia Legislativa (AL), por sua vez, o líder escolhido da bancada foi Pedro Lupion (DEM).

Uma série de indefinições, incluindo em funções estratégicas, persiste. A assessoria de imprensa do governo informou que não há um prazo certo para que a chefe do Executivo finalize a lista. Por conta da lei eleitoral, vários pré-candidatos precisaram se desincompatibilizar dos cargos a seis meses do pleito de outubro. São os casos, por exemplo, de Douglas Fabrício (PPS), que estava no Esporte e Turismo, e Artagão Jr. (PSB), que ocupava a Justiça, Cidadania e Direitos Humanos. Ambos ressumiram seus mandatos na Assembleia.
A indicação mais aguardada é a da Fazenda, que segue comandada interinamente por George Hermann Rodolfo Tormin, desde a saída de Mauro Ricardo Costa, considerado o "pai do ajuste fiscal" de Beto Richa (PSDB). Costa permaneceu na função até a saída do tucano do Palácio Iguaçu. Caberá ao indicado definir, entre outras questões, como se dará a formulação do orçamento do próximo ano.
Cida também não anunciou quem ficará nas secretarias da Agricultura e do Abastecimento; da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), nem tampouco quem comandará a Polícia Civil do Estado. Pré-candidata à reeleição, ela vem costurando acordos com lideranças e partidos políticos que a apoiarão na disputa.


