Com sede em Curitiba, PT recebe governadores em apoio a Lula
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terça-feira, 10 de abril de 2018
Rafael Fantin <br> Editor online 

O PT (Partido dos Trabalhadores) transferiu a sua direção nacional para Curitiba e segue com os atos que contestam a prisão do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva no último sábado (7). De acordo com o presidente estadual da legenda e pré-candidato ao governo, Dr. Rosinha, as vigílias seguem durante 24 horas e governadores devem participar do movimento nesta terça-feira (10).
"Entre sete e nove governadores estarão em Curitiba para manifestar o apoio pela liberdade do Lula. Dependendo do resultado do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (11) ou quinta (12), podemos mudar a estratégia", afirmou. Nesta semana, o ministro Marco Aurélio Mello deve levar a plenário pedido de liminar, que pode beneficiar réus presos em segunda instância.
No entanto, a juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Moura Lebbos, negou pedido de governadores para realizarem visitas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão da Lava Jato. O petista está preso em Sala Especial no último andar do prédio sede da PF em Curitiba. Ele cumpre pena de 12 anos e um mês no caso triplex.
Estava prevista a visita dos governadores Tião Viana (Acre), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Wellington Dias (Piauí), Flávio Dino (Maranhão), Renan Filho (Alagoas), Jackson Barreto (Sergipe), Fernando Pimentel (Minas Gerais) e Paulo Câmara (Pernambuco). Apenas Jackson e Pimentel ainda não chegaram na PF em Curitiba.
Ao vetar a visita de políticos ao ex-presidente, a juíza decidiu expressamente "não há fundamento para a flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal".
Questionado sobre a ordem judicial que não permite acampamentos na frente da Superintendência da Polícia Federal, Rosinha respondeu que a militância não está violando a determinação e cumprindo a decisão, "assim como o ex-presidente".
Ele criticou a repressão policial na chegada do helicóptero com Lula no último sábado e chamou a ação como "massacre deliberadamente político". "O outro lado continuou soltando foguetes. Já pedi a Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para que o fato seja apurado. Eles solicitaram imagens e falaram que vão pedir para a própria PF investigar", lamentou. (Com Agência Estado)
(Atualizada às 16h59)


