A ausência de vereadores na sessão de ontem da Câmara Municipal de Londrina (CML) voltou a emperrar a aprovação do projeto de lei do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que permite a cobrança de tarifa diferenciada fora do horário de pico no transporte coletivo urbano. A assessoria do Executivo contabilizou pelo menos cinco votos a menos e, para evitar a derrota, o texto voltou a ser retirado.
Durante a sessão de ontem, o Executivo sentiu a falta, em plenário, de Lenir de Assis (PT) e Roque Neto (PR), que se ausentaram para acompanhar de perto a rebelião na unidade 2 Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) – ambos são da Comissão de Direitos Humanos -; de Gaúcho Tamarrado (PDT) e Emanoel Gomes (PRB), que estavam em viagem, e Mario Takahashi (PV), que representava os parlamentares em evento na Prefeitura de Londrina.
O receio da assessoria do Executivo, além do quórum baixo, é o posicionamento contrário de Jamil Janene (PP). Ele quer garantias de que a proposta não influencie na alta da passagem nos anos seguintes e que, se necessário, o governo subsidie a tarifa diferenciada. Ele chegou a propor uma emenda, que foi arquivada pela Comissão de Constituição e Justiça por suposto vício de iniciativa.
O diretor de Transportes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, confirmou o motivo da retirada do projeto de lei por uma sessão e defendeu que um subsídio tiraria o mote da proposta. "Nós estamos propondo um incentivo para que passageiros migrem dos horários mais cheios para os mais vazios para distribuir os custos. Se der um incentivo e as pessoas não migram do pico para o entrepico, bancaríamos um incentivo que as pessoas não se beneficiam", justifica.
Outro projeto de lei que acabou retirado de pauta é a proposta do Executivo que regulamenta a jornada de trabalho dos servidores municipais, que alega não ter sido ouvida na elaboração do texto. A proposta foi suspensa para debates.

VOTOS FAVORÁVEIS


Mesmo com menos parlamentares, a Câmara de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, a Política Municipal Antipichação que institui multa de R$ 500 para quem for flagrado praticando o delito, a ampliação do orçamento para a Administração de Cemitérios e Serviços Funerários (Acesf) investir na reforma da sede e de cemitérios municipais e modificações propostas no Conselho Municipal de Habitação de Londrina (CMHL). Também aprovou a redação final de alterações na Política Municipal de Desenvolvimento Rural, que vai para a sanção do Executivo.

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