Com Previdência, PMDB pode nomear até quatro mil cargos
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de janeiro de 2004
Agência Estado 
Brasília - Ao conseguir o Ministério da Previdência Social, com o senador Amir Lando (RO), o PMDB ganhou um verdadeiro filão e terá a oportunidade de implementar duas medidas de forte apoio popular: os pagamentos das aposentadorias e pensões passam a ser do primeiro ao quinto dia útil e não mais do primeiro ao décimo dia útil de cada mês, a partir de abril; e o acordo para pagar a diferença entre o Índice de Reajuste do Salário Mínimo e o Índice Aplicado pela Previdência Social aos benefícios concedidos entre fevereiro de 1994 e fevereiro de 1997.
Sem o desgaste da reforma, que já foi feita pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Previdência Social é um órgão com grande visibilidade, principalmente no interior do País e com enorme capilaridade. São nove superintendências, 102 gerências executivas e 1.200 postos de atendimento ao público, sem contar com as unidades móveis. Em tese, o PMDB tem à sua disposição a possibilidade de nomear, em todo o País, algo entre três mil e quatro mil cargos, caso assuma o ministério com liberdade para promover uma reformulação total dos quadros. Essas funções são ocupadas por funcionários de carreira, que podem ser afastados de seus cargos a qualquer momento. Segundo uma fonte, a única limitação é com relação aos 102 gerentes executivos.
Um decreto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estabeleceu critérios técnicos para o preenchimento desses cargos, como a definição dos nomes de servidores de carreira por meio de lista tríplice. ''Mesmo esses critérios técnicos podem ser alterados, como ocorreu recentemente durante a gestão de Berzoini (Ricardo Berzoini, ex-ministro da Previdência Social), que agregou alguns pesos que antes não existiam, como pontos para o servidor que tenha participado de sindicatos e coisas do gênero'', lembrou um antigo funcionário da casa.


