Curitiba - Na última eleição, em 2002, os eleitores estavam mais otimistas. Foi o ano em que menos se verificou votos em branco e nulos. A causa pode ser explicada pelo fenômeno PT com a eleição de Lula à presidência da República. ''Houve um depósito de confiança quase religioso, de fé, em cima de um determinado grupo político. Acreditou-se que alguém poderia mudar o mundo e não se estruturou uma consciência política para cobrar resultados. Foi um ato ilusório. Uma lição. O eleitor acreditou num sonho que caiu por terra nos últimos quatro anos'', analisou o cientista político Jairo Marçal, professor universitário em Curitiba.
Os índices verificados de votos nulos e brancos foram baixos para os cargos de presidente (9,3%), governador (7,8%), deputado federal (7,9%) e deputado estadual (7,1%). Apenas subiu a indignação paranaense com a disputa para o Senado. Cerca de 1,9 milhão de eleitores votaram em branco ou anularam, 17,3% do eleitorado paranaense. Disputaram na época os candidatos Osmar Dias (PDT), Flávio Arns (PT), Paulo Pimentel (PMDB), Edésio Passos (PT), Luciano Pizzato (PFL) e Tony Garcia (PP).
A avaliação do cientista político é que com a ''onda'' de denúncias dos últimos meses, os eleitores devem voltar a optar pelos votos nulo e branco. (L.P.)

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