O vereador Joel Garcia (PDT) chegou ao Fórum às 9 horas, em uma viatura policial. Entrou pela porta dos fundos, escoltado por dois policiais militares, e dirigiu-se à 2 Vara Criminal, onde o juiz Délcio Miranda da Rocha começou a ouvir as testemunhas pouco tempo depois. As oitivas de 17 testemunhas e três réus se encerraram por volta das 17h30, com uma interrupção apenas para o almoço.
O parlamentar falou rapidamente à imprensa. Agradeceu as orações ''que os amigos têm feito '' e afirmou que não faria revelações ''bombásticas'' ao juiz. Ao final da manhã, depois da oitiva das oito primeiras testemunhas, avaliou a audiência como positiva e garantiu ter ''certeza'' de que seria liberado da prisão preventiva ao final dos depoimentos.
O advogado de Joel, Maurício Carneiro, tinha a mesma expectativa. ''Com a oitiva das testemunhas, acaba o motivo da prisão'', afirmou.
O vereador é acusado de peculato e cumpre prisão preventiva porque teria interferido indevidamente na coleta de provas dessa investigação. Ele foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) por suposta contratação de assesora ''fantasma'' em seu gabinete, no primeiro semestre do ano passado.
A suposta assessora ''fantasma'', Angélica Alves Madeira, e seu marido, Anílton Honorato, chefe do gabinete do vereador Garcia, são os outros réus do processo e foram os últimos a ser ouvidos. Honorato foi intimado ainda como testemunha, tanto da defesa quanto da acusação.

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