Com o FEF, PR pode perder R$ 101 mi
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segunda-feira, 07 de abril de 1997
Leandro Donatti Sucursal de Curitiba 
Kraw PenasPressãoReunidos na AL prefeitos exigem que deputados votem contra o FEFO Paraná vai perder R$ 101,2 milhões com a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), pretendida pelo governo federal, cuja emenda constitucional começa a ser discutida hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal. Um estudo feito pelo gabinete do deputado Paulo Bernardo (PT) foi apresentado ontem a um grupo de prefeitos do Paraná. Eles estavam reunidos na Assembléia Legislativa para definir, junto com a bancada federal, uma estratégia para obstruir o plano do governo, que quer ver aprovado o FEF até 30 de junho.
Odílio Balbinoti (PSDB) foi o único deputado federal a admitir que vota com o governo nas discussões do Fundo. O líder da bancada paranaense no Congresso, José Borba (PTB), agendará para a próxima terça-feira uma audiência com a relatora da comissão especial, Yeda Crusius (PSDB-RS). A intenção é convencer a relatora e o presidente da Comissão, Luciano Pizzatto (PFL-PR), dos prejuízos que o Paraná e outros Estados estão contabilizando com o FEF.
O levantamento de Paulo Bernardo confirma ainda que a manutenção do FEF provoca uma perda para as prefeituras de 12,4% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A base de cálculo se concentra na arrecadação federal do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Paulo Bernardo disse que os prejuízos são decorrentes de uma mudança na sistemática de cálculo do FPM. O governo abocanhou uma parcela maior do que tem direito com a arrecadação do Imposto de Renda, afirmou.
Os prefeitos que participaram da reunião de ontem com a bancada federal foram unânimes em criticar a intenção do governo federal em prorrogar o FEF até 99. Se não fossem as dívidas, nós não estaríamos de pires na mão, disse a prefeita de Mandaguari, Maria Ines Botelho (PSDB).
O Paraná já tem duas emendas para apresentar ao governo durante as discussões sobre o FEF. Uma delas é do deputado federal Basílio Villani (PSDB), que defende a criação de um novo fundo, com base no FPM, destinado ao pagamento do 13º salário do funcionalismo municipal. A proposta de Villani é fazer com que o governo federal arque com a despesa, repassando um abono de 8,5% das receitas fiscais para as prefeituras até o dia 20 de dezembro de cada ano.
A segunda emenda é de Paulo Bernardo. Ele prepara uma proposta que muda a base de cálculo do FPM, alterada com a implantação do FEF. Bernardo quer que o governo seja impedido de tomar os 5,6% correspondentes a parcelas do Imposto de Renda, voltando a repassar 47% do total das receitas fiscais para os Estados e municípios.


