Com nova lei, governo deve promover 1,4 mil PMs em agosto
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segunda-feira, 02 de julho de 2018
Mariana Franco Ramos <br>Reportagem Local 

Curitiba - Sob aplausos de policiais militares, que lotaram as galerias da AL (Assembleia Legislativa) do Paraná, os deputados estaduais aprovaram ontem o projeto de lei 363/2018, facilitando as promoções e progressões na carreira, por tempo de serviço e merecimento. A mensagem passou por unanimidade em primeira e em segunda votação, em sessão ordinária e outra extraordinária. Como não recebeu emenda, seguiu no mesmo dia para sanção ou veto da própria autora, a governadora Cida Borghetti (PP).
O texto era uma reivindicação antiga de soldados e cabos da PM (Policia Militar), que agora terão perspectivas de ascensão de forma programada, além de critérios de aferição do mérito mais compatíveis com o que se espera da atuação de um profissional de segurança pública. Na justificativa, Cida alega que, atualmente, centenas de postos de 3º sargento e cabo da corporação e do Corpo de Bombeiros não são preenchidos, gerando transtornos tanto para os profissionais, que acabam optando por se transferir para a reserva remunerada, como para a PM, que tem seu efetivo diminuído.
"Não se trata de um projeto de uma pessoa. É um projeto da coletividade, do atual Comando da PM e da governadora. Antes de assumir o mandato, ela se comprometeu com os policiais militares que faria o possível para trabalhar pela melhoria na carreira dos praças", afirmou o líder da situação na Casa, Pedro Lupion (DEM). De acordo com ele, a ideia é promover 1,4 mil PMs por antiguidade e merecimento já em agosto, logo após a sanção da nova lei. "É a justiça com quem está na linha de frente (
) Obviamente que a demanda hoje é maior que essa, de 11.137 no total, mas não existe a mínima possibilidade de promover todos", completou.
Para Requião Filho (MDB), o projeto não é o ideal, mas o possível. "No mandato que vem, quem sabe poderemos melhorar. Mais do que a mudança da carreira, gostaríamos de ver a mudança de posição do governo em relação à PM, com mais reconhecimento, coletes e mais armamentos. Não podemos ficar dependendo de desejos políticos para garantir a promoção na carreira", alfinetou.
TIDE
O projeto de lei 362/2018, que propõe a regulamentação do Tempo Integral de Dedicação Exclusiva (Tide) como regime de trabalho pago aos professores das universidades estaduais, foi aprovado em primeiro turno, com 45 votos favoráveis. Na sessão extraordinária, porém, ele recebeu emenda de plenário. Com isso, retornará à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), antes da análise em segunda discussão. A ideia é que o benefício seja incorporado aos vencimentos dos docentes e, futuramente, às aposentadorias.


