O desembargador Leonel Cunha, do Tribunal de Justiça do Paraná, determinou a retomada dos trabalhos da Comissão Processante (CP) aberta na Câmara Municipal para investigar a conduta dos vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB), acusados pelo Ministério Público de integrarem o suposto esquema de corrupção que alterava pontualmente o zoneamento de algumas áreas de Londrina. O grupo é alvo da chamada Operação ZR-3. Treze pessoas foram denunciadas, mas ninguém está preso. A investigação no Legislativo estava suspensa desde 25 de maio pela decisão proferida pelo juiz Emil Gonçalves, da 2ª Vara da Fazenda Pública.

Imagem ilustrativa da imagem Com nova decisão, CP que investiga Rony Alves e Mário Takahashi será retomada
| Foto: Devanir Parra/CML


Na época, o magistrado de primeiro grau entendeu que a CP agiu incorretamente ao não intimar Takahashi de forma pessoal do depoimento que deveria prestar. Entretanto, para o desembargador, a intimação por meio de edital é válida, desde que observadas "as formalidades legais, ou seja, duas publicações e intervalo mínimo de três dias entre elas". Segundo o TJ, apesar do conflito jurídico, o rito processual da comissão pode correr normalmente.

O advogado Anderson Mariano, que defende Takahashi, lembrou que o mandado de segurança "elenca outras situações que, na minha visão, maculam o processo". A CP estacionou no 31º dia de trabalho e terá mais 59 para concluir a apuração assim que a Câmara for notificada, o que, conforme a assessoria de imprensa, ainda não aconteceu. A comissão é formada por José Roque Neto (PR), eleito como presidente; João Martins (PSL) na relatoria e Vilson Bittencourt (PSB) como membro.

Rony Alves e Mário Takahashi estão afastados da Câmara desde janeiro deste ano, quando o Gaeco deflagrou a ZR-3. O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Delcio Miranda da Rocha, deve convocar as primeiras audiências de instrução nos próximos dias. Mais de 70 testemunhas foram arroladas pelos réus. Dentre eles, além dos parlamentares, estão o ex-secretário do Meio Ambiente, Cleuber Brito, e a ex-presidente do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina), Ignes Dequech, na gestão de Alexandre Kireeff.

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