Curitiba - Os partidos menores têm outro motivo para lançar o maior número de candidatos: a cláusula de barreira. O dispositivo aprovado no Senado prevê que o partido que não obter pelo menos 5% dos votos em todo o País, em 2006 perderá o direito a recursos do fundo partidário, além de ter seus membros proibidos de ocupar cargos nas mesas executivas do Congresso e em CPIs.
Pensando já na cláusula de barreira, muitas siglas menores estão reforçando suas candidaturas buscando dar maior visibilidade às suas legendas. ''É uma determinação do diretório nacional: tentar lançar candidato em todas as cidades com mais de 20 mil habitantes'', explicou o presidente do PPS estadual Rubens Bueno, que é candidato a prefeito em Curitiba.
O deputado estadual Mauro Moraes (PL), que também é candidato em Curitiba, reforça a tese. ''É a recomendação que estamos fazendo. Entretanto, não estamos forçando candidaturas em locais onde é impossível viabilizar um trabalho. Dependendo do panorama da cidade e da história política do local, é melhor optar por coligar-se à outra sigla mesmo'', analisou Moraes, que é membro do diretório estadual do partido.
O presidente do PTB, Flávio Martinez, não retornou as ligações da Folha. (R.S.)

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